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Mostrando postagens de junho, 2026

Viver avulso

Os pensamentos mais obscuros e a ventania mais cruel são as fontes de turbações   que vaporizam a esperança de céu.  A esperação e o frustramento  brotos são do desespero  que espelham o precipício.  No reflexo do abismo,  vê-se nua a face do medo,  embebeda-se da vertigem e  abraça-se ao frio eletrizante.  Congelam-se os pensamentos, a brisa letárgica assovia e como ribeiro tranquilo  leva consigo a confiança.  A fonte seca das turbulências,  o céu, no espelho do chão,  reflete o tênue lume  da frágil latente vida.  Tudo que distante eras,  em eras próximas se desfaz,  o canto que gemia o dolente,  N morte morto não lhe dói não mais.  Espera em quanto cai,  chamando-lhe o rochedo duro,  o corpo sutil se esvai,  par hasard rumo ao futuro.  Nenhuma das libações,  culto, canto ou sacrifício,  pode nesse instante insólito  devolver-lhe confiança.  O ...